Arthur ainda estava diante de Helena, próximo demais para fingir que nada havia mudado. O silêncio entre eles não era vazio, era carregado. Ele sentia o cheiro dela, familiar e perturbador, como se despertasse algo antigo dentro do peito. Helena respirava com dificuldade, tentando organizar pensamentos que se atropelavam. Nenhum dos dois se sentou novamente. Permaneceram de pé, como se qualquer movimento errado pudesse quebrar algo frágil demais. Arthur passou a mão pelos cabelos, nervoso, enqu