Arthur tomou o café quase sem sentir o gosto.
Dona Maria falava alguma coisa sobre o trânsito, sobre o calor que vinha aumentando nos últimos dias, sobre a babá que ainda não havia chegado para levar Miguel.. Arthur assentia, respondia no automático, mas a mente estava longe dali.
Miguel o observava por cima da xícara de achocolatado.
— Você tá estranho — comentou, direto, como só uma criança consegue ser.
Arthur forçou um sorriso.
— Só dormi mal.
Não era mentira. Mas também não era toda a verd