Arthur permaneceu deitado por alguns segundos depois que tudo terminou, o corpo ainda quente, o coração acelerado — mas não da forma que deveria estar. O silêncio da casa caiu pesado sobre ele, quase sufocante. O quarto, que minutos antes parecia tomado por urgência e impulso, agora lhe parecia pequeno demais para conter o que se espalhava dentro do peito.
Culpa.
Ela veio de repente, como um soco seco, certeiro.
Arthur virou o rosto para o lado, encarando o teto, sentindo o peso do que tinha fe