O silêncio da cozinha parecia mais alto do que qualquer barulho que Laura conhecia. Não era um silêncio confortável, daqueles que trazem paz; era um silêncio pesado, denso, que se espalhava pelo ar como uma neblina invisível. O tipo de silêncio que só aparece depois de um fim. Depois de uma decisão que, embora necessária, ainda doía.
Ela estava sentada à mesa, vestindo uma camiseta larga demais e o cabelo preso de qualquer jeito. À sua frente, uma xícara de café fumegava lentamente. O cheiro era