Helena tentou convencer a si mesma de que aquela manhã seria diferente. Acordara cedo, organizara a casa com um cuidado quase exagerado, como se alinhar livros, dobrar roupas e limpar superfícies pudesse colocar seus sentimentos no devido lugar. Mas bastou sentar-se no sofá, com uma xícara de café ainda quente entre as mãos, para entender que não adiantava fugir.
O beijo ainda estava ali. Vivo. Ardente.
Ela fechou os olhos por um instante, lembrando-se do jeito como Arthur a segurara, como se o