Helena Azevedo
Quando Lucas estacionou o carro em frente ao meu prédio, o silêncio se instalou entre nós como algo vivo. A noite tinha sido agradável — leve, até — e ainda assim eu sentia um peso estranho no peito, como se estivesse levando comigo algo que não sabia onde guardar.
— Eu gostei muito de hoje — ele disse, virando-se para mim com um sorriso calmo, sincero. — De verdade.
— Eu também — respondi, e não era mentira. — Obrigada por tudo.
Lucas assentiu, mas não abriu a porta de imediato.