Arthur segurava a pequena mão de Miguel enquanto caminhavam pelo corredor da escola. O menino falava sem parar, misturando histórias da aula, comentários sobre os brinquedos e perguntas que surgiam e desapareciam na mesma velocidade. Arthur ouvia tudo com atenção silenciosa, sentindo algo raro acontecer dentro de si: o peso no peito diminuía.
Miguel era o único capaz de provocar esse efeito.
— Tio, hoje eu não quero ficar com a babá — disse de repente, parando no meio do caminho e olhando para