Elô passou os dias seguintes tentando ignorar tudo que sentia. Repetia para si que talvez fosse estresse, falta de sono, qualquer coisa que não envolvesse dividir o próprio corpo com uma morta. Mas, por mais que fingisse, Clara estava presente. Não como uma alucinação, mas como uma presença viva, silenciosa — às vezes sussurrando pensamentos, outras vezes dominando impulsos.
Caminhava pelos corredores da faculdade, tentava assistir às aulas, mas se pegava desenhando o mesmo símbolo no canto dos