O ar cheirava a terra molhada e ferrugem. Cada respiração de Elô ardia como fogo em seus pulmões, mas não era dor que a dominava — era um êxtase sombrio. A sombra corria por suas veias, pulsando em ritmo próprio, e, pela primeira vez, ela não lutava contra isso. Ela se rendia.
Miguel e Clara observavam, imóveis, como se estivessem diante de algo que não deveriam testemunhar. O corpo de Elô parecia humano apenas em contornos, mas os olhos — dois abismos incandescentes — denunciavam que algo anti