A madrugada avançava, mas Elô não conseguia dormir. O nome Casarino latejava em sua mente como uma ferida aberta. O diário estava sobre sua mesa, e cada vez que tentava fechar os olhos, imaginava Clara caminhando por corredores escuros, cercada de segredos que a engoliram viva.
Miguel, deitado no colchão improvisado no chão, observava a amiga em silêncio. Ele sabia que a cabeça dela trabalhava em ritmo frenético, e talvez fosse esse impulso de não aceitar respostas fáceis que a havia colocado n