A madrugada parecia interminável. O silêncio da casa era tão profundo que cada estalo da madeira ecoava como um trovão. O vento passava pelas frestas, carregando consigo um assobio inquietante, como se o próprio ar estivesse anunciando que algo estava prestes a acontecer.
Elô permanecia sentada, as pernas cruzadas, os olhos fixos na janela quebrada. O reflexo da lua distorcida parecia observar cada movimento seu, como um espelho traiçoeiro. Miguel, exausto mas irredutível, mantinha-se de guarda