O avião cruzava o céu noturno silenciosamente.
Helena observava as luzes abaixo. A cidade era limpa, simétrica, como se tivesse sido desenhada por um arquiteto obcecado por controle. Nenhum ruído, nenhum sinal de caos. Mas ela sabia: por trás da harmonia artificial havia algo podre.
Eva se sentou ao lado dela, ajustando o fone.
— Estamos nos aproximando de Lýstra. População: pouco mais de 14 mil habitantes. Todos os dados demográficos estão limpos demais. Sem registros de criminalidade, doenças