O dia começava como todos os outros.
Café às 7h. Caminhada até o centro de trabalho às 8h. Dois minutos de silêncio coletivo às 9h, como parte do “Protocolo de Harmonia Urbana”.
Clara Reznik vivia na Colônia 4B, uma comunidade isolada nas montanhas ao norte do que um dia foi o estado de Verdan, agora redesenhado como "Distrito Pacificado 07".
Ela sempre achou tudo… estranhamente perfeito.
As pessoas sorriam demais.
Nunca havia filas. Nunca havia doenças. Nunca havia morte.
Ou pelo menos, ningué