A noite havia caído em Montserra, e a mansão Ferraz estava mais silenciosa do que o normal. Helena estacionou o carro diante dos portões sem hesitar. O passado exigia respostas, e ela não sairia dali sem obtê-las.
Carlos Ferraz a esperava na biblioteca, como se soubesse que aquele momento chegaria.
— Você quer saber a verdade — disse ele, sem sequer um cumprimento.
— Não. Eu exijo. Chega de rodeios, meias palavras e manipulações. Eu quero saber se sou sua filha.
Carlos olhou para o copo de uísq