O telefone de Helena tocava sem parar desde o episódio na empresa. Primeiramente ignorou, depois desligou o aparelho. Mas, no início da noite, enquanto organizava alguns documentos, uma batida seca na porta de seu apartamento ecoou forte.
Ela sabia exatamente quem era.
Ao abrir, encontrou Carlos Ferraz — seu pai —, com o rosto fechado, maxilar travado e olhos faiscando de ódio. Ao lado dele, estava Clara, sua madrasta, com uma expressão forçada de piedade.
— Precisamos conversar. — Carlos entro