Mundo ficciónIniciar sesiónClarence enxugava os olhos quando a terapeuta, após lhe dar um tempo para respirar, inclinou-se levemente para a frente. Sua voz tinha a suavidade de quem oferece colo, mas a firmeza de quem estabelece um caminho:
— Clarence, o que você me mostrou hoje é um retrato vivo de alguém que foi apagada, podada, condicionada a não existir. A sua fala, o seu corpo, até o seu modo de se vestir gritam silêncio.A paciente abaixou os olhos, constrangida, como se tivesse sido pega em fla






