O vento frio de Zurique cortava como lâminas finas, mas Camila mal notava. Seus olhos estavam fixos na fachada de vidro do banco que, naquele momento, representava muito mais que dinheiro. Representava a chave para o passado, o presente e, principalmente, para o futuro que ela estava prestes a tomar à força.
Seu coração batia tão forte que ela podia ouvi-lo em seus próprios ouvidos. Não era medo. Não mais. Era aquela estranha mistura de adrenalina e fúria que só quem foi ferido profundamente c