O silêncio da noite parisiense parecia pesado demais para Camila. Ela caminhava pelas ruas estreitas, o casaco apertado contra o corpo tentando protegê-la do vento cortante, mas era o frio dentro dela que mais incomodava. Tudo o que acabara de descobrir naquele dia girava em torno de uma única verdade: nada era o que parecia. Nem Leonardo, nem Alexandre, nem mesmo ela mesma.
O envelope que recebera do misterioso contato, sem remetente, trazia apenas um bilhete curto e ameaçador:
— “Você está se