O vento cortante da madrugada batia contra o rosto de Camila enquanto ela e Leonardo corriam pelas ruas de Zurique, desviando de carros, becos e olhares curiosos. Cada passo parecia uma eternidade. O coração dela batia tão alto que abafava até o som dos próprios pensamentos.
— Rápido, vira à direita! — Leonardo puxou-a pelo braço, guiando-a com precisão por entre os prédios da cidade, como se já tivesse decorado cada saída de emergência, cada viela, cada ponto cego.
Eles atravessaram uma ponte