O ranger da porta foi baixo, mas, no silêncio abafado do pequeno apartamento da Mooca, pareceu um trovão. Isabela entrou puxando a mala devagar, tentando não fazer barulho — como se atrasar o inevitável pudesse suavizar o que viria.
Na sala, o ventilador velho girava preguiçoso, espantando mais a poeira do que o calor. Na cozinha, o cheiro do almoço denunciava que já estava quase ao meio-dia.
— Isa? — a voz de Dona Ivonete veio da cozinha, com surpresa e estranhamento.
A mulher apareceu na port