O quarto do hotel suíço estava em completo silêncio, exceto pelo som do gelo derretendo em um copo abandonado.
Yahya Al-Rashid caminhava de um lado ao outro, como um leão em jaula. Os olhos fundos, as olheiras profundas. O traje impecável de antes havia sido trocado por uma camisa amarrotada e um paletó desabotoado. Seus dedos tamborilavam contra o celular, como se esperassem uma ordem que não vinha.
Na televisão, o replay da coletiva de Zayn e Isabela.
— Maldita… — murmurou. — Eles a transformaram em mártir e em rainha ao mesmo tempo. Que jogada…
Pegou o telefone, discou um número. O contato salvava apenas “T.”.
— Ative o plano-torre. É agora ou nunca.
Do outro lado da linha, uma voz feminina respondeu:
— Tem certeza?
— Absoluta. Malik vai entender que não é mais sobre lucro. É sobre território. É sobre quem manda. Vamos tirar a coroa da cabeça do menino.
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No norte de Al-Qadar, entre montanhas e desfiladeiros onde as autoridades raramente iam, Malik Al-Rashid escutava a mesma cole