O ar na suíte suíça estava pesado. Não por falta de ventilação, mas pelo cheiro de desespero e fracasso que pairava no ambiente. Yahya Al-Rashid andava de um lado para o outro com os cabelos desgrenhados, a camisa amarrotada e as olheiras profundas.
O espelho refletia não mais o herdeiro de uma dinastia — mas um homem à beira do abismo.
Ele pegou o laptop. As mãos tremiam, mas o olhar estava afiado. Digitou um código. Depois outro. Abriu um arquivo escondido nos recessos de um servidor privado.