O relógio marcava 14h03 quando Zayn atravessou o corredor principal da Al-Rashid Enterprises. Os funcionários se calaram ao vê-lo passar, mas ele não os notava. Os olhos estavam fixos no tablet em mãos — e na imagem que se repetia como uma punhalada silenciosa: a peônia vermelha sobre a mesa de Isabela, acompanhada da frase que ninguém ousava esquecer.
> “A beleza também sangra.”
Zayn entrou na sala oval de estratégia sem dizer uma palavra. Kareem já o aguardava, os painéis ligados, uma linha de dados correndo no visor holográfico central.
— Mais três perfis falsos criados nas últimas doze horas — disse Kareem. — Todos com fotos e trechos de vídeos de Isabela. Nada ofensivo ainda. Apenas… insinuações.
Zayn não respondeu. Tocou a tela, ampliou uma das imagens. Era Isabela aos dezoito anos, sentada em uma cafeteria em São Paulo, com o olhar perdido.
Inofensiva. Quase banal.
Mas com a legenda errada… qualquer memória vira acusação.
— Neha está explorando a dúvida — ele murmurou. — Não at