Alicia mal havia conseguido dormir naquela noite. Os lençóis do hotel estavam amassados, a janela entreaberta deixava entrar o som dos carros e um pouco da brisa da cidade, mas dentro dela havia apenas um furacão. Cada batida do coração parecia carregada de culpa, dúvida, medo. Ela já não sabia mais onde estava sua força — se é que algum dia tivera.
Na manhã seguinte, Alicia olhava o próprio reflexo no espelho do banheiro. O rosto pálido, os olhos fundos de tanto chorar. Tentou prender o cabelo