O sol já havia nascido fazia horas, mas o quarto de Roberto permanecia escuro, as cortinas fechadas, o ar pesado. No chão, o abajur derrubado, livros espalhados, uma garrafa vazia de uísque descansava ao lado do sofá. No silêncio da manhã, só se ouvia o tique-taque insistente do relógio da sala e a respiração pesada de um homem desfeito.
Roberto não havia dormido. Passou a noite inteira revivendo cada palavra, cada olhar, cada sensação da noite anterior. Sentia-se como se tivesse caído de um pr