Aos olhos de •Mateo•
O silêncio do quarto nunca foi tão barulhento.
Eu observava Ayla dormir, o rosto finalmente relaxado, como se o corpo tivesse entendido antes da mente que algo ali precisava ser protegido. A mão dela repousava sobre o ventre — inconsciente, instintiva — e aquilo me atingiu mais forte do que qualquer tiro que já levei de raspão.
Eu sempre achei que certas coisas não eram pra mim.
Família. Futuro. Continuidade.
O mundo me ensinou cedo demais que homens como eu não deixam her