Capítulo 47

Aos olhos de •Mateo•

O silêncio do quarto nunca foi tão barulhento.

Eu observava Ayla dormir, o rosto finalmente relaxado, como se o corpo tivesse entendido antes da mente que algo ali precisava ser protegido. A mão dela repousava sobre o ventre — inconsciente, instintiva — e aquilo me atingiu mais forte do que qualquer tiro que já levei de raspão.

Eu sempre achei que certas coisas não eram pra mim.

Família. Futuro. Continuidade.

O mundo me ensinou cedo demais que homens como eu não deixam her
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