Meredite
Eu acordei antes do sol, como sempre. A casa estava silenciosa, grande demais para qualquer coisa além do meu humor. O mármore frio do corredor devolvia meus passos em ecos elegantes, e a vista do jardim — perfeitamente podado, simétrico, obediente — costumava me acalmar. Hoje, não. Hoje havia um zumbido insistente na minha cabeça, o tipo de ruído que avisa que alguma coisa escapou por entre os dedos.
Desci ao escritório, acendi a luminária de latão e abri o notebook. Três janelas, qua