Eu estou cansado de ser saco de pancada.
Ethan
Eu dirigia com os dedos tão tensos no volante que os nós das mãos ficavam brancos. O motor do carro soava grave, constante, mas por dentro eu era só ruído—um trovão preso no peito. À minha direita, Diana respirava devagar, ainda pálida, os olhos atentos na estrada. Estava mais calma que no shopping, mas o susto ainda vibrava nela, como se cada lombada pudesse ser outro ataque.
— Tá tudo bem? — perguntei, sem conseguir esconder o tremor da voz.
— Tô… melhor — ela respondeu, engolindo seco.