Diana
A água era tão clara que eu podia ver até as pedrinhas no fundo. Pequenas, coloridas, brilhando como se alguém tivesse polido uma por uma. Eu estava ali, boiando num lago cristalino. O sol brilhava alto no céu, mas eu não sentia calor. Era uma paz estranha, como se o tempo tivesse parado. Nenhum som, nenhum vento, só eu e aquele silêncio imenso.
Só que eu sabia que aquilo não era real.
No fundo do meu peito, havia um peso. Um aperto. Algo fora do lugar.
Tentei olhar em volta. A paisagem e