POV JOSÉ EDUARDO
Eu estava sentado no chão do quarto da Catarina. O corpo do meu pai permanecia estirado diante de mim no corredor do lado de fora.
O sangue se espalhava, formando uma poça em volta dele.
O bilhete na minha mão era a prova de que aquilo havia sido feito por alguém que sabia exatamente o que estava fazendo. Tinham levado minha mulher grávida e assassinado meu pai.
Um homem do meu tamanho não devia chorar… mas eu chorei.
Homens também choram.
Aquelas lágrimas eram como um marco.