Ao caminhar pela casa, eu sentia que tudo ao meu redor estava diferente.
A mobília, os detalhes, as decorações. Acho que eu ainda tentava entender que, minutos atrás, meu pai morria praticamente nos meus braços.
E quem matou meu pai também levou Catarina para longe de mim.
— Você faz alguma ideia de quem possa ter feito isso? — perguntei a Gaspar, enquanto estava debruçado na janela do escritorio do meu pai.
— Senhor, seu pai tinha muitos inimigos.
Eu já presumia isso, mas ainda assim era uma resposta vaga.