Daniel acordou com a luz suave filtrando pelas cortinas do seu quarto no andar superior. A primeira manhã fora do improvisado quarto-escritório parecia carregar um significado especial. Ele não sentia mais a pressão dos monitores, nem o cheiro constante de álcool hospitalar que impregnara a casa por semanas. Apenas o aroma leve do café vindo da cozinha e o som distante de vozes familiares.
Clara entrou com passos silenciosos, carregando uma bandeja com frutas, chá morno e os comprimidos da manh