O sol ainda morno tocava os muros da mansão Avelar quando Eveline voltou do spa. O cabelo solto sobre os ombros, a pele perfumada com óleos florais e uma estranha calma dentro do peito — não era paz, mas era lucidez.
Clara a deixou no portão e segurou sua mão por um instante.
— Se for o momento... fala.
— Eu preciso. Mesmo que doa — Eveline respondeu.
Ela entrou na casa com passos lentos, Marta estava com Gabriel no andar de cima, Eveline ouviu risadinhas vindo da sala de brinquedos. Lucas e Be