O sol da tarde filtrava-se pelas janelas da mansão Castelão quando Helena terminou de revisar pela quinta vez o endereço escrito com a caligrafia apressada do filho. Ela o guardou cuidadosamente dentro da bolsa, como se carregasse algo frágil e valioso.
Na sala, Marcus estava sentado diante da lareira apagada, ainda com o mesmo copo de uísque na mão, quase intocado desde a última conversa com os pais. Seus olhos estavam vermelhos, a barba por fazer e a camisa ainda amarrotada da noite anterior.