— Alô… aqui é o Jorge. A mãe da Franciely ainda está no asilo?
— Cuidem bem dela. Eu vou buscá-la mais tarde.
Cuidar da minha mãe era a única "reparação" que ele conseguia imaginar.
Mas a resposta da enfermeira fez algo dentro dele morrer de vez.
— Eu já te disse da outra vez… a mãe da Franciely não está mais aqui.
— F-foi pra onde?
— Ela morreu num acidente de carro. Bem na porta do quartel dos bombeiros. Jorge… você não sabia?
O celular escorregou da mão dele.
Jorge ficou olhando para o nada.
Samara não aguentou. Correu e deu um tapa na cara dele.
— Seu animal!
A voz dela tremia de ódio.
— A mãe da Franciely tinha a mente de uma criança de sete anos! Não entendia nada! Mas sabia que tinha que salvar a filha!
— Ela achava que você ia salvar a Franciely! Até o último suspiro, caída na poça de sangue, ela chamava o seu nome!
Meu peito apertou com violência.
Eu queria correr até minha mãe.
Mas, presa àquilo, eu não conseguia sair dali.
Naquele momento, a liquidação do divórc