Aquelas palavras caíram como um raio.
Jorge arregalou os olhos, sem acreditar.
Franciely… morta?
— Impossível! No dia do casamento eu não recebi nenhum chamado de incêndio! Ela não pode estar morta!
Wilson soltou uma risada amarga, cheia de desprezo.
— Você não recebeu. Mas a sua Patrícia recebeu.
O silêncio ficou pesado.
— Se ela tivesse avisado a gente um pouco antes… só um pouco antes…
Wilson cerrou os punhos.
Eu abaixei os olhos.
Sim.
Só alguns minutos antes.
Talvez eu tivesse sobrevivido.
Mas foram justamente aqueles minutos de atraso proposital que me fizeram morrer sufocada na fumaça.
— Ela queria muito viver. Se arrastou, toda queimada, até a porta… mas não conseguiu sair.
A voz dele falhou.
— Ninguém aguentaria chegar até ali… a não ser uma mãe.
Samara chorava enquanto tirava algo da bolsa.
O ultrassom.
Oito semanas.
— Ela queria te contar isso no casamento! Mas você mentiu pra ela do começo ao fim!
— Você só queria a Patrícia! Por isso afastou ela de prop