Capítulo 7
O clima na plateia mudava a cada segundo.

Olhavam para os números no telão, agora em silêncio, convencidos.

Samara soltou uma risada fria e avançou:

— Jorge, você lembra que, quando casaram, disse que ia amar a Franciely pra sempre?

— Então era isso? Dar mil reais por mês e deixar ela viver nessa miséria era amor?

— Olha direito o que você tá devendo pra ela!

Jorge levantou a cabeça, atordoado.

Faltavam pouco mais de vinte mil para o valor chegar aos dois milhões que tinha aparecido antes.

De repente, ele lembrou de algo.

Os lábios começaram a tremer.

— Não… não é possível…

— Cinco mil setecentos e oitenta e seis… esse número te diz alguma coisa?!

Samara já chorava.

Os olhos vermelhos, cheios de dor por mim.

— Suas mensalidades por três anos! Dezessete mil trezentos e cinquenta e oito! Cada centavo foi juntado por ela!

— Pra pagar seus estudos, ela emagreceu sete quilos em seis meses!

No telão, minha imagem apareceu de novo.

Bares.

Lojas de conveniência.

Barracas de chu
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