O clima na plateia mudava a cada segundo.
Olhavam para os números no telão, agora em silêncio, convencidos.
Samara soltou uma risada fria e avançou:
— Jorge, você lembra que, quando casaram, disse que ia amar a Franciely pra sempre?
— Então era isso? Dar mil reais por mês e deixar ela viver nessa miséria era amor?
— Olha direito o que você tá devendo pra ela!
Jorge levantou a cabeça, atordoado.
Faltavam pouco mais de vinte mil para o valor chegar aos dois milhões que tinha aparecido antes.
De repente, ele lembrou de algo.
Os lábios começaram a tremer.
— Não… não é possível…
— Cinco mil setecentos e oitenta e seis… esse número te diz alguma coisa?!
Samara já chorava.
Os olhos vermelhos, cheios de dor por mim.
— Suas mensalidades por três anos! Dezessete mil trezentos e cinquenta e oito! Cada centavo foi juntado por ela!
— Pra pagar seus estudos, ela emagreceu sete quilos em seis meses!
No telão, minha imagem apareceu de novo.
Bares.
Lojas de conveniência.
Barracas de chu