Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando o criminoso me torturou até a morte, eu estava grávida de dois meses. Mas meu marido Mark, o detetive mais proeminente da cidade, estava no hospital com seu primeiro amor, Emma, acompanhando em seus exames. Três dias atrás, ele exigiu que eu doasse meu rim para Emma. Quando recusei, dizendo que estava grávida de dois meses do nosso filho, seus olhos ficaram frios. — Pare de mentir. — Disse com raiva. — Você está sendo egoísta, tentando deixar Emma morrer. Ele parou na rodovia escura. — Saia. — Ordenou. — Vá andando para casa, já que você é tão sem coração. Fiquei ali na escuridão e fui sequestrada por um criminoso vingativo que Mark havia aprisionado. Ele cortou minha língua, com uma satisfação cruel, e usou meu celular para ligar para meu marido. A resposta de Mark foi breve e fria: — Seja o que for, os exames de Emma são mais importantes! Ela precisa de mim agora. O criminoso soltou uma risada sombria. — Bem, bem… Parece que o grande detetive valoriza mais a vida de sua ex do que a da sua atual esposa. Quando Mark chegou à cena do crime, horas depois, ele ficou horrorizado com a brutalidade imposta ao cadáver. Mark condenou o assassino com raiva por tratar tão cruelmente uma mulher grávida. Mas ele não reconheceu que o corpo mutilado diante dele era sua própria esposa, eu.
Ler maisNo corredor do hospital, enfermeiras sussurravam entre si, suas vozes ecoando pelo ar frio.— Você ouviu falar da ex-esposa do detetive Martin? Aquela que encontraram no prédio abandonado?— Ouvi dizer que ela foi morta por um homem com quem estava tendo um caso. Consegue imaginar?— O detetive Martin deve estar arrasado. Ainda bem que ele tem Emma para confortar ele.— Emma é uma mulher tão doce, fazendo tratamento renal, apesar de todo esse drama.Emma estava sentada em sua cama de hospital, aproveitando a simpatia. Seu sorriso ficava mais brilhante a cada olhar preocupado e cada palavra de pena.Ela ajustou sua sonda intravenosa com cuidado, bancando a paciente perfeita.Estava se deleitando com sua vitória, celebrando minha morte enquanto fingia lamentar.Então, vários policiais apareceram de repente no corredor. Seus passos ecoaram enquanto caminhavam em direção ao quarto de Emma. Seu sorriso perfeito congelou em seu rosto.A enfermeira-chefe tentou impedir eles. — Esta é uma área
Mark cambaleou para dentro do necrotério. O apoio firme de seu colega era a única coisa que o mantinha de pé.Seu rosto ficou pálido, combinando com as paredes frias ao redor dele.Olhando para meu corpo mutilado, um gemido baixo escapou de sua garganta. Era o som de um homem cujo mundo tinha acabado de se despedaçar.Eu o observei, curiosa. Por que ele parecia tão abalado?Minha morte não deveria ser o que ele secretamente desejava? Afinal, eu era o obstáculo entre ele e sua preciosa Emma.Sua mão traçou a longa cicatriz nas minhas costas, a qual ganhei ao empurrar ele para fora do caminho daquele carro. Seus dedos tremiam.— Alice. — Sua voz rouca falhou. — Como acabou assim?— Quando nos casamos, você era tão gentil, tão amorosa. Lembra como você costumava me fazer sopa quando meu estômago doía? Você jurou que sempre cuidaria de mim, e eu… eu prometi cuidar de você.Ele enxugou os olhos com força, com seu distintivo refletindo as luzes fortes do necrotério.— O que correu errado? Fo
O rosto de Mark perdeu a cor enquanto ele lutava para manter a compostura. — Deve ser uma coincidência. Alice provavelmente está rindo de nós em algum lugar agora. — Senhora, você é amiga da minha esposa? Menta à polícia é uma ofensa grave.De repente, seu celular tocou. Ele atendeu com as mãos trêmulas. — Resultados do laboratório?A voz do técnico forense era urgente. — Detetive, temos os resultados de DNA da vítima.O detetive mais velho, com os olhos sérios, tocou o ombro de Mark. — Volte para a delegacia. Nós cuidaremos das coisas aqui.Mas Mark pareceu não ouvir, sua mão coberta pela luva tocando o sangue seco no chão. — Quanta dor ela sentiu?Alguns dos policiais mais jovens começaram a chorar baixinho.Mark cambaleou de volta para seu carro, parecendo perdido.Observando sua expressão atordoada, meu coração se contorceu dolorosamente.Do dia do nosso casamento até minha morte, ele nunca me chamou de “amor” ou “querida”, palavras que usava com Emma.Na delegacia, o técnico de l
A última vez que desapareci foi durante o acampamento com os amigos de Mark.Emma sugeriu que fôssemos juntas colher frutas silvestres, só nós duas. — Vamos criar laços. — Ela disse com aquele sorriso doce dela.Quando estávamos sozinhas no meio da floresta, longe das outras pessoas, ela de repente me empurrou em direção ao rio.Eu não sabia nadar e ela sabia disso. Mark mencionou isso no jantar uma vez, e eu vi o brilho em olhos dela.A água estava congelante e tudo escuro. Eu me debati desesperadamente, com meus pulmões queimando.De alguma forma, consegui me arrastar até a praia, meu tornozelo torcido na luta.Eu manquei de volta para o acampamento, encharcada e tremendo, e descobri que todos tinham ido embora.Eles fizeram as malas e foram embora sem mim.Quando finalmente cheguei em casa horas depois, Mark estava esperando visivelmente irritado. — Onde você estava? — Ele exigiu. — Emma disse que você saiu furiosa sozinha. Sempre causando problemas, sempre fazendo cenas!Não conse
Último capítulo