— Como isso é possível?!
— Como eu posso dever tanto dinheiro pra Franciely? Ela é só uma dona de casa!
— Cadê ela? Por que você subiu no lugar dela? Isso não é justo!
Jorge olhava, atônito, o número no telão.
O valor que antes mostrava um milhão zerou… e começou a ficar negativo.
Ao mesmo tempo, o número negativo acima da cabeça de Samara disparava.
Dois milhões.
A plateia começou a gritar.
— Isso é trapaça! Ela não é a Franciely!
— Esse sistema tá errado!
Patrícia pegou uma garrafa de água do chão e jogou na direção de Samara.
— Que sistema ridículo! Cadê a Franciely? Manda ela aparecer pra pagar!
— Isso! Paga! Paga!
A multidão entrou no coro.
A garrafa voou.
Instintivamente, eu me coloquei na frente de Samara.
Mas ela atravessou meu corpo.
Por sorte, alguém segurou a garrafa no ar.
O subcomandante Wilson.
— Você tá bem?
Samara assentiu, os olhos cheios de lágrimas.
Os dois encararam Patrícia, que ainda mantinha aquela expressão arrogante.
Funcionários do tribunal