Damiano Leone
O som da respiração dela, suave e regular contra meu peito, é a única oração de que eu preciso. Fabrizia. Minha Fabrizia. Adormecida nos meus braços, confiante e plena. O cheiro do nosso amor ainda paira no ar, um perfume doce e salgado que eu nunca vou deixar de querer inalar.
Eu a amo de um jeito que me assusta. É um sentimento primitivo, visceral, que se enraizou em mim naquele primeiro dia, quando ela entrou no carro, suja e aterrorizada, mas com um fogo nos olhos que nenhum inferno conseguiu apagar. Aquele fogo me queimou por dentro, consumiu cada pedaço de frieza que eu pensava ter.
O ciúme é uma fera viva que carrego na coleira, sempre rosnando, sempre alerta. Desde que voltamos para a mansão Sorrentino, depois daquela noite na pousada, os outros soldados aprenderam a lição. Eles não precisaram de avisos.
Eles só precisaram olhar para mim. Um olhar, um único olhar meu quando um deles se aproximava demais, e eles entendiam. Ela é minha. É um fato tão absoluto quant