Damiano Leone
O som dos soluços dela ecoava na minha mente, um ruído de fundo constante e agonizante, mesmo depois que o sono exausto finalmente a levou. Fiquei sentado no chão, ao lado da cama, observando cada movimento seu, cada suspiro ofegante. Minha mão direita latejava, o sangue já seco entre os nós dos dedos e nas feridas abertas. A parede do quarto dela exibia a cratera da minha raiva, um testemunho mudo do furacão que me consumia por dentro.
Giorgio Mercier.
O nome era um veneno na min