Fabrizia Giordano
Quando suas mãos tocaram minha cintura, puxando-me contra o calor sólido de seu corpo, o mundo não desabou. Ele se reordenou. O medo, aquele passarinho assustado que sempre batia asas dentro do meu peito, aquietou-se, não por fugir, mas por encontrar um ninho seguro. O ar que saía dos meus pulmões era limpo, lavado pela verdade que havia entre nós.
Damiano não se apressou. Seu toque era uma exploração lenta, meticulosa. Suas mãos, tão grandes e capazes de violência, traçavam o