Fabrizia Giordano
O mundo tinha se reorganizado em um eixo novo. O sabor dele ainda estava nos meus lábios, um misto doce e amargo de café, verdade e um futuro que eu não ousara sonhar. O toque das suas mãos na minha cintura, firme, mas não opressivo, era uma âncora que me impedia de flutuar para longe, levada pela maré da minha própria incredulidade.
Ele recuou alguns centímetros, o suficiente para que nossos olhos se encontrassem na penumbra azulada que sucedia o pôr do sol. A expressão dele