Giovanni Sorrentino
Francesco inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, o olhar fixo no asfalto que desaparecia sob os faróis.
— Precisamos pensar no aeroporto — disse, com a voz grave, controlada, mas que escondia uma ansiedade crescente. — Um grupo de homens chegando de Paris nunca passa despercebido. Ainda mais nós.
Charles voltou-se, a expressão séria.
— A polícia francesa já deve ter notado algo estranho naquela festa. Talvez não tenham provas, mas têm suspeitas. Se levarem Antoine para a pista algemado, não chegarão a Sorrento.
Fiquei em silêncio por um instante, deixando que as palavras ecoassem. Então, Francesco acendeu outro cigarro, tragou fundo e soltou a fumaça pela janela.
— Colocamos Antoine em um caixão. — disse, seco, sem rodeios.
Henrique, que dirigia o carro da frente com Damiano e Marzio, recebeu a ideia pelo rádio. Sua risada irônica ecoou pelos alto-falantes.
— Essa é digna de agentes secretos. — comentou. — Simples, eficaz e cruel.
Charles, no e