Giovanni Sorrentino
Paris nos engolia em silêncio. A cada rua estreita, cada vitrine iluminada, eu sentia o peso da incerteza nos meus ombros. Francesco caminhava ao meu lado, tragando o cigarro com raiva, como se o fumo fosse a única forma de soltar a fúria que Jacques lhe provocara.
Precisávamos pensar, e rápido. Mas não se pensa direito com o sangue fervendo. Por isso sugeri:
— Vamos tomar um café. — Minha voz saiu firme, mas baixa. — Talvez clareie a cabeça e encontremos uma solução para o