Giovanni Sorrentino
O hotel em Paris estava tomado por um silêncio estranho quando chegamos. Subi até o quarto onde Francesco e Marzio nos aguardavam. Ao abrir a porta, encontrei ambos inclinados sobre a mesa, repleta de mapas, croquis e anotações rabiscadas. A tensão pairava no ar como fumaça.
Olho para os papéis e vejo que são da propriedade de Versalhes. Vi que eles já haviam feito algumas rotas e outras probabilidades em caso de falhar alguma coisa.
Francesco ergueu os olhos primeiro e encontrou o meu, que tentava entender o que estavam conversando.
— Giovanni. Estávamos discutindo a nossa entrada. — Ele bateu com o dedo no papel, o traço forte denunciando a pressa. — A invasão direta é o caminho mais rápido. Menos margem para surpresas. Entramos, tiramos o francês do castelo e saímos.
Marzio, porém, estava inquieto. A juventude estampada no olhar, mas também a determinação que me lembrava a de um Sorrentino de sangue, alguém que quer mostrar ao seu don que ele é merecedor de ser