Ciara Carroll
As horas no stand de tiros passaram como um sopro. Quando demos por nós, já era noite e, em vez de sair por dentro de casa, Antonella me levou para fora e respiramos o ar puro, livrando nossas narinas do odor da pólvora.
Sinto o vento frio batendo contra meu rosto e, quando olho para as janelas da mansão, vejo que já não havia muita movimentação. Caminhamos pelo jardim em silêncio, mas não era mais um silêncio pesado de dor que a minha cunhada estava sentindo no início do dia. Era algo muito mais confortável. Antonella estava com o semblante mais leve, até esboçava sorrisos tímidos em alguns momentos, e eu mesma me sentia diferente.
Menos vítima, como me sentia hoje pela manhã.
E muito mais ativa, alguém que faz parte do que essa família representa.
Pela primeira vez desde que entrei para a família Sorrentino, percebi que eu podia ser útil para eles, que talvez não fosse somente alguém para Giovanni proteger e amar como todos vêm esperando. Eu poderia, de algum modo, est