Ciara Carroll
Eles partiram e ver Antonella entrando em desespero me fez tomar uma atitude, não podia deixar que ela entrasse em um turbilhão de sentimentos.
— Acho que você poderia me ensinar a atirar… — falo dando de ombros.
Estávamos na sala principal da mansão Sorrentino, as cortinas pesadas mal deixavam a luz da tarde entrar, ainda estava com Salvatore no colo e o via com a chupeta na boca e sua naninha agarrada. O silêncio na sala se tornava incômodo, cortado apenas pelo som abafado da respiração entrecortada dela, que ainda choramingava agarrada à nossa sogra.
Antonella ergueu o rosto, os olhos vermelhos e marejados, e arqueou uma sobrancelha como se tentasse decifrar se eu estava falando sério. Meu olhar saiu do meu pequeno que estava quase cochilando e encontrou com as duas mulheres que tenho certeza que me protegeriam de tudo e todos.
— Você? Atirar? — Ela deixou escapar uma risada breve, ainda embargada de lágrimas. — Giovanni, mal deixa você atravessar o jardim sozinha, Ci