Paula Moretti
Podia sentir a raiva em cada toque dele em meu corpo…
Uma energia negra e espessa que parecia emanar de seus poros. Suas mãos, largas e ásperas, não acariciavam, elas marcavam posse. Apertavam minha cintura, meus quadris, com uma força que certamente deixaria hematomas amanhã.
E, nessas pressões mais brutais, em certos pontos do meu corpo que pareciam traiçoeiramente vivos, um gemido se formava no fundo da minha garganta, um som de prazer involuntário que eu engolia com vergonha.