A Mentira que Protege. Capítulo 32
O vidro da sala de reuniões devolvia à Isabella uma versão deformada de si mesma, um vulto impreciso contra o cinza impessoal de Avalon City. Lá fora, a cidade seguia seu ritmo acelerado, indiferente. Ali dentro, o tempo parecia conter a respiração.
Ela não se movia, os braços cruzados com força, como se o próprio corpo quisesse segurar algo que ameaçava se despedaçar por dentro. Os dedos apertavam o tecido fino da blusa, deixando vincos invisíveis. O coque preso rente à nuca denunciava discipl